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# Dicas Concursos - pág 3

 

 

Dicas de Estudo para concursandos

Escrito por um auditor fiscal da Prefeitura de BH, prestou vários concursos e foi aprovado para fiscal de ISS-BH, ICMS-MG e TFC.

11) Estudo Após o Edital

            No dia que saiu o edital tirei o dia todo para me organizar. Peguei meia-folha de cartolina e fiz um calendário até a prova. Nele marquei todos os meus compromissos, como trabalho, mestrado etc. E marquei em cada dia quantas horas eu estudaria em média. Pronto. Isso deu um total de 280h até a 4ª feira antes da prova. Peguei essas 280h e as dividi pelas disciplinas. Por exemplo: 20h para Contabilidade, 40h para Direito Previdenciário, 6h para Mat Financeira etc., até totalizar as 280h.

             Coloquei então num papel as disciplinas e o total de estudo que tinha para cada uma delas até a prova. E o legal foi que na 4ª feira antes da prova eu somei tudo e vi que tinha estudado 320h, 40h a mais do que tinha me programado 50 dias antes. Deu-me uma sensação de dever cumprido e uma segurança excelente para a prova.

            Conforme ia estudando cada uma, ia descontando do total dela o que tinha estudado naquele dia. E ia me controlando, deixando um pouco de cada uma para as últimas duas semanas, quando faria uma revisão geral. Claro que fiz vários remanejamentos durante esse período, tirando algum tempo de uma e pondo em outra. Não tinha como saber no dia do edital quanto tempo iria gastar com matérias que nunca tinha visto e nem sabia o tamanho e a dificuldade de cada, mas as linhas básicas eu segui.

            É comum uma pessoa disparar no estudo de uma ou duas disciplinas e quando chegar na semana da prova se desesperar, vendo que não reservou algumas horas para revisar várias outras que não vê há muito tempo. E o resultado isso quase sempre é desastroso.

             Usando o controle de horas de cada uma você vai balanceando tudo.

             Faça uma espécie de ciclo nas disciplinas, estudando algumas por dia, intercaladas.

           
Eu dou o seguinte exemplo: para uma seleção ser campeã do mundo, não basta ter ótimos atacante, goleiro e um lateral, e os outros 8 jogadores estarem mal. Não basta 3 ou 5 estarem voando e os outros se cansando rápido e entregando o jogo no final. Você tem que chegar na decisão com os 11 bem fisicamente, atacando e defendendo em bloco. Lógico que com um ou outro gênios em campo (que seriam as disciplinas que você mais domina, no meu caso tudo da área de exatas), mas com os outros jogadores dando para o gasto, pelo menos. É a mesma coisa que se você não fizer uma boa revisão de cada disciplina nas duas semanas anteriores, porque planejou mal seu estudo.

 Você vai chegar bem demais em algumas e totalmente esquecido ou ruim em outras. E o que poderá acontecer, como aconteceu com muita gente no AFRF e em qualquer outro concurso? o cara arrebentará em várias, fará mais de 200 pontos, e ficará em outras, porque planejou mal seu estudo. Dividindo bem seu estudo pelas disciplinas, você chegará na prova com todos os jogadores bem fisicamente, ou pelo menos não comprometendo o time.

            Por que a seleção da Holanda fez tanto sucesso em 74? porque ela atacava e defendia em bloco. Faça o mesmo com seu estudo, ataque e defenda em bloco.

            A seguir está a planilha que fiz para estipular o número de horas de cada uma e a marcação das horas que ia estudando de cada:

 

E ainda fiz mais: conforme fui fazendo as provas anteriores, eu anotava quantas questões tinha acertado de cada matéria em cada uma. Faltando umas 3 semanas para a prova eu fiz uma média de acertos em cada disciplina e fiz minha projeção de acertos para o AFRF. Tomei o cuidado de algumas vezes diminuir um pouco a minha meta, primeiro por que a prova do AFRF costuma ser mais difícil que as outras, e depois porque alguns exercícios certamente eu acertei porque já tinha visto a resolução em algum livro anteriormente. E aumentei minha meta em algumas outras, porque não tinha estudado tudo ainda e me fez falta esses novos conhecimentos que ainda estudaria quando fiz a prova treinando.
            O mais interessante e surpreendente é que no dia que saiu o edital eu estipulei uma meta de pontuação: 207 pontos. E falei para um amigo: “meu objetivo é fazer 207 pontos!”. No dia que saiu o gabarito eu liguei para ele e perguntei se ele se lembrava de quantos pontos eu tinha falado para ele no dia do edital e ele se lembrou, e quando ouviu que eu tinha feito exatamente os 207, nem acreditou. Depois ganhei mais 13 com anulações, mas fiz os 207 cravados antes delas. Em só 4 das 11 disciplinas eu errei meu objetivo em mais de duas questões, para baixo ou para cima. Ou seja, em 7 provas eu praticamente acertei as metas que eu tinha estipulado baseadas no meu desempenho em resolver as provas anteriores.

            Estude muito bem o edital. Veja os programas, o que cai e o que não cai em cada disciplina, principalmente analise o que mudou em relação ao edital anterior. No de Dir Constitucional, por exemplo, houve mudanças, que muita gente foi para prova sem saber, ficou estudando Estado de Sítio, que tinha saído, e nem olhado Direitos Sociais, que tinha entrado, por exemplo. Ou pelo menos chegou a estudar coisas que não cairiam mais por alguns dias depois do edital.

             Saiba de cor quantas questões caem de cada, o peso delas e o mínimo para passar. Eu fico impressionado como tem gente que na véspera da prova não sabe quantas questões são de alguma(s) disciplina(s). Caramba, como é que dividiu seu tempo de estudo então? foi à vera? não balanceou o quanto deveria estudar de cada? e olhe que existe muita gente assim.

            Deixe o telefone mudo, só na secretária. Quando for almoçar ou parar um pouco, olhe se tem recado. Celular sempre no silencioso, e depois olhe as chamadas não atendidas. A pior coisa é estudar atendendo telefone. Não faça isso. Até 10 anos atrás ninguém tinha celular, e se você não estivesse em casa ninguém o acharia. Qual o problema em voltar uma ligação para a pessoa uma ou duas horas depois? tem um colega meu aqui que até a véspera da prova eu ligava para ele e ele atendia o telefone, interrompendo seus estudos. Eu sempre falava para ele não fazer isso. E ele ria da minha paranóia.

           
Então atenda ao telefone e depois me diga se você volta ao estudo normalmente, se não vai perder vários minutos de estudo, tanto falando com a pessoa quanto para se concentrar de novo...

             E uma coisa: eu passei, meu colega ficou por pouco. Será que todo o seu tempo perdido com telefonemas foi decisivo? pode ser que sim. São pequenos detalhes que separam os últimos aprovados. Uma questão só faz muita diferença. Veja o estrago que fez a anulação tardia de uma mísera questão de mat fin no AFRF, valendo um pontinho só em 300 possíveis. Mudou a vida de 128 pessoas, metade chorando de alegria tardiamente porque entraram na nova lista e os outros 64 chorando pela eliminação após comemorarem. Portanto, um pequeno detalhe muitas vezes é fundamental sim! atente aos detalhes no seu estudo.

Então: DESLIGUE OS TELEFONES!

           
Lazer, quase nenhum. Um cinema a cada duas semanas e olhe lá. E alguns filmes no DVD/video/TV também. Depois da prova você vai ter tempo demais para isso, e com melhor qualidade se passar. Álcool nem pensar, prejudica seu estudo no dia seguinte. No domingo após a prova, chamei minha esposa para jantar e tomei “uma” cerveja após 2 ou 3 meses sem beber. No dia que saiu o resultado tomei todas que podia, de felicidade. E por alguns dias seguidos também; mas durante o estudo, sem chance.

             Você não tem que ser social após um edital. Não tem que ir para tudo que é casamento, formatura ou festa. Só quando for extremamente primordial, fique só o tempo necessário, e beba muito pouco, ou nada.

             Duas semanas antes da prova um grande amigo meu do mestrado casou, e eu fui só à missa, não fui à festa, mesmo com todos os meus amigos me “xingando” por isso. Cheguei em casa cedo e ainda estudei, além de estar mais bem disposto no dia seguinte. Se tivesse ido à festa, eu teria perdido essa noite de estudo e boa parte do dia seguinte, além de estudar neste com uma concentração bem menor.

             Depois que você passar, chame seus amigos e familiares para um chopp, jantar ou churrasco e pague. Tudo será festa.

 


12) Véspera da Prova

            Bem, aqui vou discordar de alguns colegas. Eu necessito muito estudar na véspera da prova. Claro que não é para aprender mais coisas novas, e sim para rever as marcações mais importantes, os resumos, ler as leis secas e a CF e decorar fórmulas.

            Lembro que o Rodrigo Luz, meu colega de turma de faculdade (Informática-UFRJ-89), excelente professor, e, infelizmente, flamenguista (nem todo mundo é perfeito né? nem ele, o 5º colocado nacional no AFTN de 94), escreveu que era para cada um comer uma bela barra de chocolate e não estudar nos 2 dias antes da prova, se não me engano. Eu tive que rir quando li isso. 1º porque já estava comendo 5 barras de 200g de chocolate por semana desde o edital (e emagreci 3 Kg nesses 2 meses, após ter emagrecido outros 4 antes do edital – e quem me conhece sabe que sou magro, cambito mesmo), e depois porque era sem chance eu sair de casa. Tinha que rever o principal e as fórmulas. Não sairia de casa nem por decreto.

           
E dou um exemplo do meu sucesso nisso: quando cheguei em casa após a prova de sábado, arrasado, porque sabia que tinha ido mal (e fui mesmo, tirei praticamente as piores notas de quem passou aqui para MG em Dir Const e Dir Admin - e não esperava por isso, achei que iria bem nessas), tomei um banho, chorei de desespero e descansei por uma hora após jantar. Sentei e li toda a parte da CF sobre Dir Previdenciário e as fórmulas de estat e mat fin. Gastei umas duas horas nisso e fui dormir (pelo menos tentar). Resultado: fui uma das 5 pessoas das mil aprovadas que gabaritaram Dir Previd e tirei 13 de 15 em estat e mat fin, a maior nota da minha região. E antes que venham me falar que essa decorada de véspera não foi importante, eu falo que foi, e muito. Principalmente da parte da CF que li para previdenciário e as fórmulas.

            Como minha memória ROM é péssima, eu sinto necessidade de ler as decorebas na véspera. Na véspera da prova de sábado eu ia ler as partes da CF que falavam sobre saúde e previdência, que não lia há dias. Resolvi não ler porque achei que isso só iria ser cobrado na prova de Dir Previd no domingo, e eu deixei a leitura então para o sábado após a prova. Resultado: errei todas as que apareceram sobre isso na prova de Dir Const, questões com a íntegra da CF, e só me safei em Dir Const porque acertei as 4 que caíram sobre Controle de Constitucionalidade, que tinha revisto na véspera e precisam mais de raciocínio e menos de decoreba. Antes das anulações eu tinha acertado 9, bati na trave. Se eu tivesse lido essa parte da CF na 6ª feira, certamente eu teria acertado mais algumas e teria sido o 2º ou 3º na minha região, e não o 6º, por causa de Dir Const. No meu caso, essa diferença na colocação seria bobagem, porque escolhi onde sempre quis trabalhar sem problemas (Confins), mas e se não tivesse passado no concurso por uma ou duas questões?

            Quando li essa parte da CF no sábado à noite fiquei revoltado por notar que tinha errado tudo na prova da tarde, fora o medo de não ter feito o mínimo, mas serviu para eu acertar tudo em Direito Previdenciário no dia seguinte.

             Não estou falando aqui para a pessoa se matar de estudar na véspera, não faça isso! é só para estudar algumas horas para rever o principal. Não vá para prova sem decorar as fórmulas na véspera.
           
Na véspera eu gosto de colocar alguns finais de filme que tenho aqui e que me dão mais garra: Homens de Honra, Rocky 3, Dois Filhos de Francisco etc. Logicamente, esses filmes variam de uma pessoa para outra. Assisti a uns 5 finais desses, durante umas duas horas. E me fez ganhar uma boa raça e energia para o dia seguinte. Foi muito bom. Essa história dos filmes nunca mais deixarei de fazer.

             Cuidado com sua saúde nas semanas anteriores à prova. Tome cuidado com friagens, água muito gelada, comida em local desconhecido etc. Quem estiver fora de seu estado, nem sonhe em comer comida típica. Nas 3 semanas anteriores ao concurso do AFTN de 94 eu caí de cama, com garganta inflamada. Tomei 3 séries de antibióticos e nada de melhorar. Melhorei na véspera da prova, mas além de ter feito a prova em condições ruins, muito fraco ainda, não consegui estudar nas 3 semanas anteriores à prova. E não passei no maldito desempate, tudo por causa de um belo dia que para espairecer um pouco fiquei na praia até de madrugada batendo papo com os amigos, na friagem. Bem, isso é mais uma das antigas desculpites minhas que falarei adiante, mas que aconteceu, aconteceu, e também contribuiu para eu não passar naquele certame. Mas xô, desculpite!

             Também não coma muito nem comidas pesadas, como feijoada, massas etc. Principalmente quando fizer prova de manhã e for ter outra prova à tarde, coma algo bem leve. Seu corpo utiliza muita energia na digestão, e essa energia vai fazer falta para o seu cérebro na hora da prova, além de deixá-lo sonolento.

            Quanto à dica do Rodrigo para comer uma barra de chocolate, eu, como chocólatra, já faço isso todo dia mesmo, há décadas... acho que ele não se lembra de que eu comia chocolate todo dia na faculdade...

 


13) Hora da Prova

           
Eu levo uma garrafa d´água, um halls e uma barra de cereal, e sento lá atrás. Não entendo como alguém gosta de sentar na frente, escutando o barulho do corredor, dos fiscais conversando, das pessoas que saem etc. Acho um absurdo. Na hora final da prova você está cansado, precisando se concentrar para fazer as últimas e decisivas questões e fica perdendo concentração e tempo com o barulho de quem está saindo. Fora que pode se distrair e marcar errado o cartão-resposta.

            Seja ativo fazendo a prova. Não a deixe te dominar e nem você pode entrar em desespero. Se a prova está difícil, está para todo mundo. Se você está nervoso porque esqueceu alguma coisa que está lá pedindo na questão, todo mundo também está passando por isso, até o Deme, garanto. Você não achava que iria ser o único dos milhares de candidatos que não iria ter um branco né? Isso é normal, pule a questão e depois volte a ela.

             Marque o cartão 1º a lápis, com uma bolinha minúscula. Depois, confira tudo. Só então passe a caneta por cima. Fique tranqüilo, se a pequena bolinha de lápis atrapalhasse o leitor, eu não estaria entre os aprovados. Não apague com força, porque a borracha pode danificar tudo mesmo (isso eu não fiz, portanto, não garanto eheheh).

             Nunca passe o gabarito direto à caneta. Uma colega minha não passou por um ponto, e na pressa ela passou uma questão de inglês errado, viu a bobagem na hora e não dava para fazer mais nada. E ainda saiu como aprovada na 1ª lista e depois reprovada na 2ª, para aumentar seu sofrimento. Se tivesse feito 1º a lápis e conferido antes de passar a caneta, estaria aprovada. Era professora de inglês, que morou 4 anos nos EUA, e que errou somente essa nessa prova, mas por causa dessa bobagem não passou. Na hora a gente pensa que um ponto não fará falta, né?

             Acostume-se a sempre, mesmo em casa, marcar as expressões: “não”, “exceto”, “errada” etc. que aparecerem no enunciado. Na 1ª vez que fazemos a questão ainda estamos antenados nisso, mas se formos tentar resolver a questão depois, nossa tendência é não ler mais o enunciado, e passar por cima disso e marcar uma alternativa que esteja correta, em vez de uma errada. Eu levo caneta marca-texto amarela para a prova, e uso sempre nesses casos ou quando preciso por outro motivo.

             E outra coisa: NUNCA deixe de anotar o gabarito! Mesmo que tenho ido muito mal e tenha certeza que não vai passar, anote e confira depois, servirá de base para você planejar seus estudos futuramente.

             Eu disse lá atrás que cheguei muito mal em casa após a prova de sábado. E cheguei mesmo, pensando como John Lennon: “o sonho acabou!”, e falei para minha esposa, chorando. Após um banho e comer algo, levantei a cabeça e lembrei que quase todo mundo também tinha se ferrado, com certeza. E que se eu tivesse tirado os mínimos ainda estaria na briga, que no domingo seria o verdadeiro jogo. E sou vascaíno, que é o famoso time da virada.

             Estudei umas 2h, e falei para minha esposa, com raiva: “amanhã eu vou arrebentar naquela m...!” E fiz isso mesmo, fui para a prova com raiva, nem saí para o banheiro, comi a prova, sem sal. Quando acabou a prova da tarde, pensei: “arrebentei hoje! se fiz os mínimos ontem, passei”. Eu ainda tava na pilha quando acabou a prova. Resultado: mesmo com praticamente as piores notas da minha região em Dir Const e Administrativo, fiquei em 6º lugar, graças à prova de domingo. Tenho certeza que muita gente ficou arrasada como eu no sábado, e até tirou mais do que eu nesse dia, mas não passou porque se abateu para o domingo. Quanta gente no fórum disse que não passou porque não tirou os mínimos à tarde no domingo, porque não agüentava mais. Certamente esqueceu dos seus tempos de espermatozóide...

             No futebol se diz que o jogo só acaba quando termina. Jogue a partida com o máximo de garra até o final. Você estudou por meses ou anos a fio pensando nesse dia, e vai desistir antes do jogo acabar? não posso entender como tanta gente faz isso. Não entregue os pontos antes do apito final.

 O dia da prova é seu dia D. Talvez, em toda a sua vida, você não tenha tido um dia que possa mudar tanto o rumo dela como esse. Então aproveite-o, encare-o de frente, com muita raça.

 

14)  Doença Grave que Ocorre em Muitos Concurseiros:  A  Desculpite


           
O grande problema da maior parte dos concurseiros é uma doença chamada "desculpite". Essa doença é grave, eu sofri dela por 11 anos, mas agora estou curado. Você vê essa doença principalmente em corredor de cursinhos. É todo mundo dando uma desculpa do porquê de não ter passado ou não conseguir estudar. Geralmente o inimigo comum da 1ª é a banca, como a ESAF, e da 2ª são os filhos, trabalho, barulho, doenças etc.

             Se você não passou por uma questão, tudo bem, é de doer mesmo, eu sei muito bem o que é isso. Mas analise bem: a prova do AFRF tinha 180 questões, valendo 300 pontos. Na média, quem fez 200 pontos e todos os mínimos, passou. Se um cara fez 199, ele perdeu 101 pontos, umas 70 questões em 180 ele errou, mais de um 1/3 do total. Vem a ESAF e erra a digitação ou o gabarito de uma delas e não a anula. De quem é a maior culpa, da ESAF que errou uma ou 5 questões ou sua, que errou as outras 69 ou 65 questões? ora, é muito simples colocar a culpa toda de sua reprovação na banca, no professor que não adivinhou as questões, no barulho que fazia lá fora, no piriri que deu no meio da prova etc. Pergunte ao Deme se ele acha que a ESAF o prejudicou muito? o cara não está nem aí, e sabe o por quê? porque ele não precisa da competência ou incompetência da ESAF para nada, ele vai lá e faz o que sabe, e tirou 269 em 300 pontos. Se tivessem anulado tudo que estava errado, ou se todas as questões estivessem bem feitas, ele teria feito quase os 300, com certeza.
           
Claro que não quero dizer com isso que as pessoas não têm que se revoltar com a incompetência da banca, quem ler minhas mensagens no fórum vai ver que sou revoltado com o que a ESAF fez no AFRF. E se sentir realmente prejudicado tem mais é que procurar seus direitos na justiça, e torço muito para que consiga. Mas o que não pode é você viver 11 anos, como eu vivi, sofrendo de desculpite em corredor de cursinho ou na família. Levante a cabeça e estude mais para o próximo, vai ter uma hora que você não vai precisar da banca para nada. Tem gente que está há um mês só xingando a ESAF e se esqueceu de estudar para o TRF, ICMS-SP, TCU, AFC etc. Aí vai tomar bomba nesses todos e a culpa vai ser da ESAF de novo? se estivesse estudando passaria para um TCU ou ICMS-SP da vida, que são melhores que o AFRF, na minha opinião.

             Será que quando você era aquele espermatozóide guerreiro você se preocupava com a ESAF? dela ter colocado o óvulo no local errado, e depois não ter anulado o resultado do vencedor, aquele espermatozóide muito menos preparado que você, mas que chutou o local certo do óvulo? garanto que você deu uma de Deme, correu para todos os lados e não deixou mais ninguém chegar perto. Se não você não estaria aqui lendo isso. Ah! que falta faz ser guerreiro como naqueles tempos espermatozóicos...

            Na hora da prova, o examinador não quer saber quem tem filho pequeno em casa, quem está com piriri, quem ficou doente nas semanas anteriores, quem não sabe fazer contas rápido, quem não controlou direito o tempo da prova, quem errou a marcação do cartão de respostas, quem trabalha e não tem tempo para estudar, quem tem problema de concentração etc. Pelo contrário, ele quer quem não tenha nada disso. Então pare com essa bobagem toda e encare o dragão de frente, sem desculpite.

            Quando eu digo que estou nessa vida de concursos há 20 anos, isso não é força de expressão não, é verdade mesmo. Claro que não estudo há 20 anos, o que digo é que sempre fiquei envolvido com isso, com meus amigos todos sempre fazendo concursos, ou quando dei aulas em cursinhos etc. E o legal é que nesse tempo todo eu conheci várias pessoas que superaram tudo e venceram na vida. E vou contar aqui mais um caso de um rapaz que eu conheci, amigo de um grande amigo meu.

             Ele era muito pobre, morava no subúrbio no Rio. Aos 14 anos teve o grande sonho de ser cadete, mas não tinha dinheiro para fazer cursinho. Em troca de ajudar no curso, assistiu às aulas de graça. Com muita ralação, e sem base alguma por ter feito escola pública, passou para EPCAR, concurso concorridíssimo na época. Cursou o 2º grau lá, e depois foi para AFA. Foi reprovado em vôo. Voltou para a casa dos pais, que eram muito humildes. Tentou emprego e só conseguiu ser balconista no Bob´s. Como não conseguia estudar, virou cobrador de ônibus. Isto mesmo: cobrador, e de uma linha horrorosa e violenta, no subúrbio do Rio. Estudava em cima do balcão de dinheiro do ônibus, com um tapa-ouvido que tinha de sua época de AFA. Entre um assalto e outro, ia se virando. Estudava demais. E, com sua ótima base da escola de cadetes, passou para Direito na federal. E sabe depois para o que ele passou? para Técnico da PGM do Rio, depois para TTN (hoje TRF) em SP, depois para Agente da Fazenda na Prefeitura do Rio, depois Oficial de Justica do RJ, depois Advogado Geral da União e, por último, Procurador da República. Será que esse cara poderia estar sofrendo de desculpite até hoje, com raiva de sua expulsão da AFA? claro que sim, mas resolveu vencer na vida, e hoje ganha muito mais e tem muito mais status que qualquer Major da sua turma, até mesmo um Brigadeiro. Imaginem bem, um Procurador da República que foi cobrador de ônibus e atendente do Bob´s !!??  Você no lugar dele teria conseguido estudar ou estaria até hoje com desculpites xingando o examinador do seu vôo lá na AFA?  bem, ele resolveu continuar sendo um espermatozóide guerreiro, e venceu na vida.

             E segue ainda o exemplo do meu pai: órfão de pai aos 5 anos de idade, foi muito pobre a vida toda. Não tinha sequer cadernos para estudar, escrevia as aulas naqueles antigos papéis cor cinza de embrulhar pão que pedia para o português da padaria (talvez por isso tenha tido o excelente gosto de virar vascaíno). Usava miolo de pão como borracha. Estudando muito, sempre com livros emprestados, fez 3 faculdades na UFRJ, sendo duas engenharias, numa época que era o vestibular mais difícil do Rio e só tinham 40 vagas por ano, e não 400 como agora, e todo mundo ainda reclama da dificuldade para passar. Venceu na vida e sustentou seus 4 filhos, sempre nas melhores escolas.

             Portanto, eu vejo em pessoas com essa fala de que não têm tempo, não podem comprar livros, não têm base etc., uns futuros derrotados, vítimas crônicas da desculpite. Em casa eu aprendi que a gente pode mudar nosso destino na hora que quisermos, é só sentar e estudar para valer. No exército sempre ouvíamos que “nada resiste a uma boa noite de estudo!”.

             Várias pessoas agora me param para conversar sobre concursos, e em vez de falarem sobre algo mais útil, já começam com suas desculpas de falta de tempo, dinheiro, cursinhos bons disponíveis, falta de apoio dos familiares, baixa concentração etc. Posso confessar uma coisa para vocês? eu respondo rápido e saio de perto, ou falo logo o que penso, tentando não ser muito grosso. Não tenho paciência para isso. Ora, ou desiste de uma vez dessa vida e volte para sua vida de sempre ou encare o dragão de frente com o que tem à disposição. Essa doença chamada desculpite pega, e eu quero distância dela. Se fosse me render a tudo de ruim que aconteceu comigo desde que voltei a estudar, eu não teria passado também, nem no AFRF nem no ICMS-SP.

             Você pode vencer na vida basicamente por 5 motivos: o 1º, nascer em berço de ouro, o que não foi meu caso; o 2º, acertar na loteria, mas estatístico não perde dinheiro jogando na mega-sena, então tô fora; o 3º, casar com cônjuge rico, e isso também não fiz; o 4º, ralando no comércio, mas nunca levei jeito para isso; e o 5º e último, estudando. Bem, lá em casa só restou esse último, assim como foi para o meu pai, então corremos atrás. Acredito que para você só tenha essa última opção também, e você ainda vai perder tempo com “desculpites”?

            Pare de ficar em corredor de cursinho ou em casa tentando fazer os outros sentirem pena de você, mostrando-se um injustiçado e que a banca o sacaneou, que a culpa de tudo foi dela.

             Pare com a síndrome da desculpite! e digo que uma pessoa só se cura dela no dia que passar para o cargo que quer. Nunca mais vai ter seus sintomas.

             Seja “homem”, diga que não passou porque estudou menos que os outros, que sua hora ainda não chegou, mas ainda vai chegar, basta você querer. Além de ser uma atitude muito mais de “homem”, você não passará sua tristeza para os familiares e amigos. Estes não têm que sentir pena de você, e sim orgulho, quando virem seu nome no Diário Oficial. Não passar em concurso é normal, o anormal é passar. Reprovações poderão ser muitas, mas lembre-se: você só precisa de uma boa aprovação!

 


15)  Concurso é para Todos  –  Não  É  Só para Gênios

           
Quando visitei na semana após o resultado o ótimo cursinho que fiz aqui em BH, o Ponto dos Concursos, veio uma menina e me perguntou se eu era o tal Alexandre Meirelles, que tinha feito 220 pontos e tinha sido o melhor classificado do curso aqui para MG. Quando disse que sim, ela ficou me olhando assustada e disse que nunca imaginaria um cara de aparência normal conseguir isso. Sempre imaginou caras com pontuação alta com cara de nerd, sósias do Bill Gates. Eu disse a ela que isso é pura bogagem, que quem passa em concurso é gente normal, não tem essa de cara de nerd. No livro do Alex ele fala muito bem sobre isso. O mais legal é que depois ela passou para o TRF em MG, eu a reencontrei no CF e se tornou minha amiga.

            Colega, quem passa em concurso é gente normal como você, que em uma bela hora resolveu tomar um rumo na vida e estudou muito por alguns meses ou anos, nada mais do que isso. Tire essa imagem de que são gênios da sua cabeça. Eu nunca fiquei entre os 10 primeiros em nenhum concurso na vida, nem como aluno em sala. Fiquei em 103º no AFRF no Brasil todo, colocação que qualquer um pode fazer muito melhor.

            Somos pessoas normais, que colamos em prova de faculdade, reprovamos em algumas disciplinas, fizemos recuperação na escola, brigamos na rua, fomos suspensos no colégio, demos pequenos desgostos aos pais, pulamos micareta, tomamos “todas” inúmeras vezes etc.
           
Quer constatar isso? você certamente conhece alguém que passou no AFRF para o seu estado. Vá uma hora lá no curso de formação dele na ESAF, e repare nos aprovados. Você verá que a imensa maioria não tem cara de nerd, são pessoas normais, que você nunca conseguiria imaginar como AFRF. Verá gente com cara de menino, 22 ou 23 anos, e gente com mais de 60. Aqui para MG passou um casal muito legal, a Amanda, que tem 22 anos, e seu noivo, Evandro, uma figuraça, que só anda de boné, todo largado. Aqui também está o 1º lugar do fiscal de ICMS de MG, o André, que tem a maior cara de playboy. Têm dois campeões de jiu-jitsu, com faixa-preta e tudo mais. Outro que era piloto de carro nos EUA. Resumindo, aqui no curso do AFRF é impressionante a quantidade de pessoas que você nunca daria nada se os visse num cursinho. Têm playboys, pessoas mais velhas, pessoas com cara de “ignorantes” etc. Isso tudo é coisa da nossa cabeça, só para pagarmos a língua e revermos nossos preconceitos mesmo.

             Tenho certeza que ninguém diz que têm cara de nerds, são pessoas normais, que tomam chopp e comem porção de aipim frito em barzinho sempre que podem. E alguns só sentam, como eu, nas últimas cadeiras da sala, lá atrás. Outra coisa que não entendo é o porquê de muitas pessoas olharem com maus olhos quem senta atrás na sala. Já cansei de ver o fundão passar e a galera da frente ficar a ver navios. Ninguém é melhor do que ninguém. Sinceramente, se você visse a cara de alguns que fazem o Curso de Formação, você pensaria: “caramba, se esse cara passou, eu também posso passar!”.


16)  No  Final  Tudo  Compensa


            Pense sempre nisso. Por mais que você tenha ficado triste, desesperado, perdido namoros ou festas, duro por que seu dinheiro ia todo para livros e cursos, no final tudo compensa.

            Teve gente que já me escreveu dizendo que colou essa frase na frente de sua mesa de estudos.

             Lembro que quando liguei cedo para dar a notícia da minha aprovação e da surpreendente colocação aos meus pais no Rio, foi uma das melhores sensações da minha vida. Escutar meu pai e minha mãe chorando do outro lado da linha emocionou-me demais. Esqueci todas as sessões de fisioterapia e dores nas costas que sofri, dos meus desesperos achando que não ia dar para passar, da angústia até sair o gabarito para ver que tirei todos os mínimos, das horas trancado no escritório longe da minha esposa, das festas que perdi nesse fim de ano, incluindo o casamento de um grande amigo do mestrado etc. Tudo foi compensado. Sou Auditor Fiscal da Receita Federal. Sou da elite agora.

            Lembro também que coloquei Iron Maiden no máximo aqui em casa e fiquei cantando alto, igual um louco, por uma meia hora, mesmo às 7h da manhã, incomodando os vizinhos, coisa que nunca fiz.

            Após o contato com a galera no fórum durante a manhã, fui à tarde na prefeitura de BH, onde trabalho como fiscal de ISS, para dar a notícia. Coloquei mais Iron no talo no carro e fui cantando igual louco, com a cara para fora, até lá. Espero que nenhum conhecido tenha me visto....nem que tenha sido multado também ehehehh

           
Todo o esforço foi compensado. Imagine esses momentos com você, não precisa bancar o louco igual eu fiz, mas imagine sua família ouvindo a notícia, não tem sensação melhor, nem motivação maior também.

            Eu sempre falo para os meus colegas de Curso de Formação que se as pessoas soubessem como é bom passar num concurso desses, o bem que faz para gente em todos os aspectos, estudariam muito mais. Eu mesmo, se soubesse que era tão bom assim, teria estudado há muitos anos atrás, e com mais garra ainda.

 As pessoas nunca mais vão duvidar de você, você vai morrer sendo um exemplo para os outros, sempre respeitado.    

 Acreditem: passar num bom concurso é bom demais, mas muito bom mesmo, é indescritível!

 
17)  Conclusão

           
Colega, adapte esses conselhos ao seu jeito de estudar, cada um rende melhor de um jeito. Comigo fiz assim após ler todos aqueles livros e ouvir diferentes dicas de amigos e professores nesses anos todos. No livro do Alex você vê que ele fez um pouco diferente, era muito mais radical com os tais resumos etc. Mas o básico para o sucesso de todos é bem parecido.

             Concurso é muito estudo e disciplina, e nada mais. Se você estudar muito e da forma que você melhor aproveite o mesmo, mais cedo ou mais tarde, você vai passar, e se esquecerá de tudo que enfrentou e gastou de grana. É só não desistir.

            Eu tenho quase 36 anos, e pelas estatísticas (não se esqueceram que sou um desses loucos que gostam disso, né?), viverei mais 50 anos. O que foram esses meses de estudos e de muito stress perto dos 50 anos de bom salário e estabilidade que virão? NADA!

           
ESTUDEM! e não deixem que falsos amigos ou derrotados na vida te perturbem falando que concurso é só para cartas marcadas ou gênios etc, quem me conhece vê que isso é pura bobagem. Quando após a prova encontrei o Rodrigo Cientista no Rio, que só conhecia pelo fórum, o cara se surpreendeu com minha aparência aos 35 anos, pensou que encontraria um cara barrigudo, careca, com cara de coroa. Bem, sou auditor fiscal da prefeitura de BH há 11 anos, e certamente isso contribuiu para o meu menor envelhecimento. E quem conhecer o Rodrigo então, nem se fala, a maior cara de playboy, e ele está lá, aprovadaço no AFRF, em Brasília, junto aos “hómi”. Um playboy no planalto. E gente boa, que é o que mais importa ser na vida, sempre ajudou todo mundo no fórum, do qual era um dos administradores.

            Todos os meus amigos de infância são fiscais: AFRF, AFPS, ICMS-SP, ICMS-RN etc. E ninguém é gênio, nem comprou prova, nem era rico, mas todos venceram na vida na raça mesmo, com muita, mas muita HBC.

            E aqui conto o último caso: meu melhor amigo tinha o grande sonho de ser fiscal de ICMS-SP, como o seu pai era. Estudou 5 anos até aparecer o concurso. Nesse período não passou para outros 4 concursos de fiscal, todos batendo na trave, mas não desistiu. Trocou de cadeira de estudo duas vezes, sério mesmo, porque estava toda ferrada de tanto ele ficar em cima dela. Quando veio o concurso do ICMS-SP de 97, arrebentou e passou. Hoje é mais feliz que pinto no lixo. Pergunte a ele se compensaram aqueles milhares de horas ali sentado, num quartinho de 3m2 abafado? eu entrava naquele quartinho e dava pena dele, porque tinha seu cheiro impregnado e a cadeira toda gasta, tanto o estofado quanto os braços dela. Seu irmão mais velho, vendo o sucesso dele, largou seu cargo de gerência da Loreal, onde ganhava muito bem, mas o stress era imenso, e estudou muito por 2 anos e meio até o ICMS-SP de 2002. Seu irmão caçula e seu pai ajudaram bastante nesse período de dureza. Também passou antes em outros concursos excelentes, e escolheu o ICMS-SP. Casou antes de ser nomeado com sua noiva que aguardou pacientemente que o grande dia de sua aprovação chegasse, sempre dando apoio. Agora possui muito mais qualidade de vida e muito menos stress. Pergunte a ele se compensaram aqueles milhares de horas no mesmo quartinho de 3m2 abafado, ouvindo todos o chamarem de louco por ter largado emprego tão bom, para arriscar numa vida cheia de fraudes, vendas de gabaritos etc., que é o papo de todos esses derrotados por aí? pergunte à sua esposa, que tinha uma vida legal com ele e viu seu noivo abrir mão de tudo e agüentou esses anos de dureza, esperando um futuro melhor para eles. Acabaram de passar um mês na Europa, de onde ela voltou grávida, para alegria deles. Lembram-se do que escrevi anteriormente sobre analisar bem com quem você está namorando? ela, assim como minha esposa, certamente passaram nos testes com louvor.

             Decorridos alguns meses desde que escrevi a 1ª versão deste texto, vários novos acontecimentos ocorreram em minha vida. Eu despertei novamente o espermatozóide guerreiro, estudei muito e passei para o Fiscal de ICMS de SP, em maio de 2006, cargo que exerço atualmente e espero que para o resto da minha vida. Não fui para o AFRF, mesmo tendo feito 3 meses de um Curso de Formação pesado lá.


            O maior jogador de basquete de todos os tempos, Michael Jordan, disse:  Errei mais de 9.000 cestas e perdi quase 300 jogos. Em 26 diferentes finais de partidas fui encarregado de jogar a bola que venceria o jogo... e falhei. Eu tenho uma história repleta de falhas e fracassos em minha vida.  E é exatamente por isso que sou um sucesso”.

           
Seja como ele, não se abata por fracassos, eles só dão mais valor ao nosso sucesso. E esse sucesso, se você não desistir, é inevitável.


           
Como bem diz o WD: “em concurso público a dor é temporária, mas o cargo é para sempre.”

             Volte a ser o mesmo espermatozóide guerreiro!

             Bons estudos e um abraço de seu colega concurseiro,

  

Alexandre  Meirelles

alexandremeirelles@pontodosconcursos.com.br

Fiscal de Rendas do Estado de São Paulo

 

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